Há lugares em que a Bíblia deixa de ser apenas um livro e se torna chão, pedra e poeira. Jerusalém, Roma e Atenas não são cenários de fundo: são cidades reais, escavadas camada por camada, onde a história e a fé se encontram. É exatamente essa experiência que o 9º Congresso Internacional de Arqueologia Bíblica propõe — e ele acontece em São Paulo, de 27 a 29 de agosto.
O que é o 9º Congresso Internacional de Arqueologia Bíblica
São três dias dedicados a entender o mundo por trás das Escrituras: as descobertas recentes, os métodos da arqueologia moderna e o que as pedras têm a dizer sobre os relatos bíblicos. O evento é uma realização do Moriah International Center, com apoio da Faculdade Batista Pioneira e da Israel Antiquities Authority — a autoridade oficial de antiguidades de Israel, responsável por algumas das escavações mais importantes da Terra Santa. A participação dá direito a certificado.
Jerusalém, Roma e Atenas: três cidades, uma só história
O tema desta edição percorre três capitais do mundo antigo que marcaram a narrativa bíblica de ponta a ponta:
- Jerusalém — o coração da história de Israel. Da Cidade de Davi às pedras monumentais do Monte do Templo, passando pelos selos de argila (bulae) que trazem nomes conhecidos do Antigo Testamento, é onde a arqueologia mais dialoga com o texto sagrado.
- Atenas — a cidade onde Paulo, diante do Areópago, citou o altar dedicado “ao deus desconhecido” (Atos 17). Caminhar por suas ruínas é reconstruir o palco do encontro entre o Evangelho e a filosofia grega.
- Roma — capital do império e cenário do cristianismo primitivo. Das catacumbas aos vestígios da comunidade cristã perseguida, Roma guarda os rastros dos primeiros séculos da Igreja e dos últimos anos de Paulo.
Por que a arqueologia bíblica importa
A arqueologia não “prova” a fé — e nem é esse o seu papel. O que ela faz é iluminar o contexto: mostra como viviam, comiam, construíam e adoravam os povos das Escrituras, e com frequência confirma nomes, lugares e eventos que por séculos só conhecíamos pelo texto. Cada inscrição, cada moeda e cada parede desenterrada ajuda o leitor moderno a enxergar a Bíblia com olhos mais nítidos.
As pedras não substituem a fé — elas a situam no tempo e no espaço, e tornam a leitura da Bíblia muito mais viva.
Como participar
O congresso acontece de 27 a 29 de agosto, em São Paulo, é aberto a qualquer pessoa interessada na Bíblia e na história — você não precisa ser arqueólogo nem teólogo — e oferece certificado de participação. As vagas e o conteúdo completo da programação estão no site oficial da inscrição:
Perguntas Frequentes