Arqueólogos Afirmam que o Pergaminho Bíblico Mais Antigo Pode Ter Sido Dividido em Duas Partes

Mar 2026
Tempo de estudo | 21 minutos
Atualizado em 30/03/2026

Imagine segurar um rolo de couro de 7,34 metros que sobreviveu dois milênios enterrado numa caverna árida à beira do Mar Morto e descobrir que ele guarda, em suas próprias dobras e costuras, a prova de uma história que ninguém esperava encontrar. É exatamente isso que uma pesquisa recente revelou sobre o Grande Rolo de Isaías, o manuscrito bíblico mais antigo e mais completo já descoberto. Estudiosos agora afirmam que esse pergaminho extraordinário não nasceu como um único rolo: ele foi montado a partir de dois segmentos independentes, possivelmente produzidos com décadas de diferença, antes de serem unidos em um único documento.

Pergaminho biblico mais antigo do mundo

A notícia reacendeu o debate em torno dos Manuscritos do Mar Morto e lança uma luz fascinante sobre o modo como os escribas judeus antigos preservavam, copiavam e transmitiam as Sagradas Escrituras. Mais do que uma curiosidade técnica, a descoberta reforça a fidelidade com que o texto bíblico chegou até nós e revela que por trás de cada pergaminho havia pessoas comprometidas com a preservação da Palavra de Deus, gerando um processo vivo e dinâmico, e não meramente mecânico.

O Grande Rolo de Isaías: um tesouro do Período do Segundo Templo

O Grande Rolo de Isaías, identificado pelos pesquisadores pela sigla 1QIsaa, é um dos sete manuscritos originais encontrados na Caverna 1 de Qumran em 1947. Ele é o maior e o mais bem preservado de todos os pergaminhos bíblicos conhecidos o único que chegou até nós praticamente completo, com todas as 54 colunas contendo os 66 capítulos da versão hebraica do livro de Isaías.

O Grande Rolo de Isaías

O manuscrito foi produzido em algum momento do século II a.C., durante o Período do Segundo Templo, mais de mil anos antes dos manuscritos medievais que serviram de base para as traduções bíblicas modernas. A sua datação, inicialmente fixada pelos estudiosos em torno de 125 a.C. com base em métodos paleográficos, tem sido revisada por novas tecnologias. Pesquisas publicadas em 2025 combinaram datação por radiocarbono com inteligência artificial e sugerem que algumas seções do rolo podem ser ainda mais antigas do que se imaginava possivelmente produzidas nos séculos III ou II a.C., o que o tornaria contemporâneo dos próprios círculos que produziram e leram esses textos.

Para entender o peso dessa descoberta, é fundamental lembrar o que encontraram aqueles pastores beduínos numa manhã de 1947. Ao procurarem um animal perdido nas áridas colinas de Qumran, perto da margem ocidental do Mar Morto, eles tropeçaram em jarros de cerâmica selados dentro de uma caverna. Dentro dos jarros, enrolados em linho: pergaminhos. Era o início de uma das maiores descobertas arqueológicas do século XX. Nas décadas seguintes, pesquisadores e beduínos locais encontrariam mais de 900 manuscritos em 11 cavernas da região o conjunto que hoje conhecemos como Manuscritos do Mar Morto.

Entre todos esses textos, o Grande Rolo de Isaías sempre ocupou uma posição de destaque. Seu estado de conservação é excepcional: o clima extremamente seco do deserto da Judeia e a hermeticidade dos jarros protegeram o couro por mais de dois mil anos. Hoje o rolo está guardado no Museu de Israel, em Jerusalém, no chamado Santuário do Livro, uma ala especialmente construída para abrigar os Manuscritos do Mar Morto. O museu anunciou que o manuscrito será exibido em sua totalidade no início de 2026 a primeira vez desde 1968.

Uma divisão escondida a olho nu

A suspeita de que o Grande Rolo de Isaías havia sido produzido por mais de um escriba não é completamente nova. Estudiosos já notavam, desde as primeiras décadas após a descoberta, uma discrepância sutil entre dois blocos de texto: as colunas que abrangem os capítulos 1 a 33 e as colunas dos capítulos 34 a 66. Essa divisão, curiosamente, coincide com a separação que a crítica bíblica medieval fazia entre o chamado "Primeiro Isaías" e o "Segundo Isaías" uma distinção textual baseada em diferenças de vocabulário, estilo e contexto histórico entre as duas metades do livro.

Por muito tempo, essas diferenças foram tratadas como indícios de variação natural na caligrafia de um único escriba ao longo de um trabalho extenso. Afinal, copiar 66 capítulos é uma tarefa longa é razoável que a letra mude levemente ao longo do processo.

Esse cenário começou a ser questionado de forma mais rigorosa em 2021, quando pesquisadores da Universidade de Groningen, nos Países Baixos, utilizaram inteligência artificial e análise estatística avançada para examinar os traços de escrita do rolo. O grupo, liderado pelo professor Mladen Popović, treinou redes neurais artificiais para analisar mais de cinco mil ocorrências da letra aleph (equivalente ao "a" no alfabeto hebraico) ao longo das 54 colunas. O resultado foi inequívoco: as características da escrita formavam dois grupos estatisticamente distintos, com uma transição clara na virada entre as colunas 27 e 28 exatamente na juntura entre as duas seções do livro. Dois escribas diferentes haviam trabalhado no rolo, compartilhando um estilo similar, mas com diferenças mensuráveis no nível microscópico.

A conclusão foi publicada na respeitada revista científica PLOS ONE e rapidamente atraiu atenção da comunidade acadêmica. Ela confirmava, pela primeira vez com rigor quantitativo, que os Manuscritos do Mar Morto eram produtos de um trabalho em equipe. Como afirmou Popović: os escribas de Qumran não trabalhavam isolados, mas colaborativamente.

A pesquisa de Fidanzio: o pergaminho fala por si mesmo

A etapa mais recente dessa investigação foi conduzida por Marcello Fidanzio, pesquisador da Università della Svizzera Italiana, em parceria com Hagit Maoz, do Museu de Israel. Juntos, eles coordenam o projeto acadêmico intitulado The Great Isaiah Scroll: A Biography (em português: O Grande Rolo de Isaías: Uma Biografia), que propõe estudar o manuscrito não apenas pelo seu texto, mas como um objeto físico com uma história material própria, marcas de uso, desgastes, reparos e transformações ao longo do tempo.

Enquanto o estudo de Groningen focou na caligrafia, Fidanzio voltou sua atenção para as propriedades físicas do pergaminho em si: o couro, as costuras, as dobras, o estado de conservação de cada seção. E o que ele encontrou foi revelador.

Entre as variações identificadas nas duas seções do rolo, destacam-se:

  • Dobras nas páginas: os padrões de dobramento diferem entre as duas metades, sugerindo que cada uma foi manipulada e armazenada de formas distintas ao longo do tempo.
  • Uniformidade nas colunas: a distribuição e a padronização das colunas de texto apresenta características distintas nas duas seções.
  • Marcas de escrita: as guias e marcações feitas antes da escrita revelam técnicas ligeiramente diferentes entre os dois blocos.
  • Costuras de reforço: as emendas entre as folhas de couro mostram padrões de costura distintos entre a primeira e a segunda metade.
  • Níveis de desgaste e conservação diferenciados: uma das seções apresenta maior desgaste que a outra, o que pode indicar idades de produção diferentes ou condições de uso distintas.

O conjunto dessas evidências materiais analisadas com microscopia, comparação com outros rolos do período e avaliação paleográfica levou Fidanzio a uma conclusão que ele próprio resumiu de forma precisa ao jornal The Times of Israel: "O próprio pergaminho nos informa sobre sua bisseção preexistente e o subsequente processo de unificação."

Em outras palavras: o rolo carrega, em si mesmo, as marcas da história de sua produção. Não foi necessário fazer suposições externas o objeto revelou sua própria origem.

Dois rolos que se tornaram um: cenários possíveis

Uma das questões mais intrigantes levantadas pela pesquisa é: por que dois rolos separados teriam sido unidos em um único manuscrito? E quando essa união teria acontecido?

Fidanzio reconhece que existem múltiplos cenários possíveis. O próprio pesquisador declarou: "Não sabemos se as duas partes foram criadas separadamente ao mesmo tempo, ou se a segunda foi produzida posteriormente para completar a primeira."

Entre as hipóteses levantadas pelos especialistas, algumas merecem destaque:

Hipótese 1 Produção simultânea e divisão do trabalho: Dois escribas podem ter recebido a tarefa de copiar o livro de Isaías ao mesmo tempo, cada um responsável por uma metade. Ao final, os dois rolos foram costurados e apresentados como um único documento. Essa hipótese é coerente com o que a pesquisa de Groningen revelou sobre o trabalho colaborativo em Qumran.

Hipótese 2 Complementação posterior: A primeira metade do rolo (capítulos 1 a 33) pode ter existido como um documento independente por décadas. Em algum momento, uma segunda comunidade ou um segundo escriba teria produzido a segunda metade (capítulos 34 a 66) para completar a coleção possivelmente porque o rolo original estava incompleto ou porque havia demanda por uma versão completa do livro.

Hipótese 3 Preservação e restauração: É possível que um dos rolos tenha se deteriorado parcialmente e sido substituído. Um escriba teria copiado a parte danificada em um novo rolo, que foi então unido ao original ainda preservado.

As pesquisas com radiocarbono e inteligência artificial publicadas em 2025 apontam que as duas seções podem ter sido produzidas com diferença de várias décadas entre si. Isso favorece a hipótese de complementação posterior e explicaria as assimetrias observadas no tamanho das folhas, na quantidade de caracteres por linha e nos padrões de desgaste.

Isaías: o profeta dos dois mundos

Não é por acaso que o livro de Isaías ocupa esse lugar único na história dos manuscritos bíblicos. O profeta Isaías, que ministrou em Judá durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (por volta de 740 a 700 a.C.), produziu o mais extenso e teologicamente rico livro profético de todo o Antigo Testamento. Suas 66 divisões são frequentemente comparadas à estrutura da Bíblia como um todo: 39 capítulos na primeira parte (paralelos ao Antigo Testamento com seus 39 livros) e 27 na segunda (paralelos ao Novo Testamento com seus 27 livros).

As duas seções do livro possuem características literárias e teológicas distintas que há séculos alimentam o debate acadêmico. Os capítulos 1 a 33 são predominantemente proféticos e de julgamento, focados no contexto histórico do século VIII a.C. um período que a arqueologia tem iluminado de forma notável, como mostra a Inscrição do Século VIII a.C. que revela como era a fé no Reino de Judá. Já os capítulos 34 a 66 são marcados por mensagens de consolo, redenção e esperança messiânica incluindo as célebres passagens sobre o "Servo Sofredor" (Isaías 52-53), frequentemente citadas no Novo Testamento em referência a Jesus Cristo.

O fato de o próprio manuscrito físico apresentar uma divisão material exatamente nesse mesmo ponto é, no mínimo, notável. Se as duas seções foram escritas por pessoas diferentes em épocas diferentes, isso não diminui a unidade teológica do livro ao contrário, reforça como a tradição judaica antiga reconhecia esses textos como partes de uma mesma mensagem divina, digna de ser preservada juntas e transmitida às gerações seguintes.

No Novo Testamento, Isaías é o profeta mais citado por Jesus e pelos apóstolos. O próprio Jesus, ao iniciar seu ministério público na sinagoga de Nazaré, leu exatamente Isaías 61 e declarou: "Hoje se cumpriu esta Escritura" (Lucas 4:21). O pergaminho que os essênios de Qumran copiavam e usavam em seu estudo cotidiano era exatamente este o Grande Rolo o mesmo que agora revela seus segredos materiais aos pesquisadores modernos. Décadas depois, quando a Igreja primitiva enfrentou suas primeiras crises doutrinárias, as profecias de Isaías continuavam sendo pedra angular da argumentação apostólica contexto que você pode explorar em profundidade no artigo sobre O Concílio de Jerusalém: O Dia Que Salvou o Cristianismo.

Para se aprofundar no perfil do profeta Isaías, acesse o artigo completo no portal: Isaías O Grande Profeta da Esperança.

O que isso significa para a confiabilidade da Bíblia?

Uma das primeiras perguntas que surgem quando se fala em "duas partes" e "dois escribas" é inevitável: isso não afeta a confiabilidade do texto bíblico?

A resposta dos especialistas é clara: não. E por uma razão muito concreta.

Quando o Grande Rolo de Isaías foi comparado ao texto massorético a versão padronizada da Bíblia hebraica codificada pelos sábios judeus entre os séculos VI e X d.C. o grau de correspondência foi extraordinariamente alto. Estamos falando de um intervalo de mais de mil anos entre os dois documentos. E ainda assim, os 66 capítulos de Isaías preservados no rolo de Qumran correspondem, em sua essência, ao texto que serve de base para as Bíblias hebraicas e, consequentemente, para a maioria das traduções modernas do Antigo Testamento.

Isso não significa que não há variações. O rolo contém mais de 2.600 variantes textuais em relação ao texto massorético medieval diferenças que vão de uma única letra a palavras ou versos alternativos. Mas nenhuma dessas variações afeta doutrina central ou altera o significado fundamental das passagens. Elas são, em grande parte, diferenças ortográficas e gramaticais que refletem o hebraico vivo da época do Segundo Templo.

O que a pesquisa de Fidanzio acrescenta a esse quadro é a compreensão de que a transmissão das Escrituras era um processo ativo, envolvendo pessoas reais, tomando decisões reais sobre como preservar, completar e reunir esses textos sagrados. Esse tema da preservação material da Palavra ao longo dos séculos é o mesmo que está por trás de outra descoberta fascinante: o Capítulo Oculto da Bíblia com Mais de Mil Anos revelado em manuscrito antigo. A descoberta não enfraquece a fé ela a humaniza, mostrando que Deus usou seres humanos comprometidos, cuidadosos e colaborativos para preservar Sua Palavra através dos séculos.

Como Fidanzio concluiu em sua pesquisa: "O manuscrito não era estático, mas cheio de vida, pois evoluiu junto com aqueles que o liam."

A comunidade de Qumran: quem eram os guardiões dos pergaminhos?

Para entender o contexto em que o Grande Rolo de Isaías foi produzido e preservado, é fundamental conhecer a comunidade de Qumran. A teoria mais amplamente aceita entre arqueólogos e historiadores é que os Manuscritos do Mar Morto foram produzidos pelos essênios, um grupo dissidente do judaísmo que se retirou para o deserto da Judeia em algum momento do século II a.C.

Os essênios eram conhecidos por sua devoção às Escrituras, sua organização comunitária rigorosa e sua expectativa messiânica intensa. Eles estabeleceram em Qumran uma espécie de mosteiro no deserto, onde copiavam e estudavam textos sagrados, aguardavam o fim dos tempos e viviam em comunhão radical. Para eles, a cópia dos textos bíblicos não era apenas um ofício era um ato de devoção.

As escavações do sítio de Qumran revelaram uma sala de escritório (scriptorium) com mesas de argila e tinteiros, confirmando que parte dos manuscritos foi copiada ali. Quando os romanos se aproximaram para destruir Jerusalém (por volta de 68-70 d.C.), os membros da comunidade teriam escondido seus preciosos rolos nas cavernas próximas, dentro de jarros de cerâmica, na esperança de um dia recuperá-los. Eles nunca voltaram. Mas os pergaminhos sobreviveram.

Esse contexto é fundamental para entender a relevância da pesquisa de Fidanzio. Os escribas de Qumran não eram copistas mecânicos. Eram estudiosos que amavam os textos que copiavam, que os usavam em sua liturgia e estudo diário, e que tomavam decisões conscientes sobre como preservá-los. A decisão de unir dois rolos em um único manuscrito pode ter sido motivada por razões litúrgicas, práticas ou teológicas e o pergaminho guarda as marcas físicas dessa decisão até hoje.

Tecnologia a serviço da arqueologia bíblica

A pesquisa sobre o Grande Rolo de Isaías é também um exemplo impressionante de como as novas tecnologias estão revolucionando a arqueologia bíblica. Onde gerações anteriores de estudiosos dependiam exclusivamente da análise visual e da intuição experiente, a ciência moderna oferece ferramentas sem precedentes.

A análise paleográfica computacional utilizada pela equipe de Groningen em 2021 foi pioneira: redes neurais treinadas para reconhecer padrões em traços de tinta à escala microscópica conseguiram identificar diferenças que o olho humano, por mais treinado que seja, dificilmente detectaria com rigor estatístico. A análise de mais de cinco mil ocorrências de uma única letra produziu resultados que transformaram a paleografia dos manuscritos antigos.

A datação por radiocarbono combinada com inteligência artificial, desenvolvida mais recentemente pela equipe de Mladen Popović e publicada em 2025, ampliou ainda mais esse horizonte. Ao aplicar modelos probabilísticos sofisticados, os pesquisadores conseguiram determinar com maior precisão a idade de diferentes seções do rolo sugerindo que as duas partes podem ter sido produzidas com diferença de várias décadas entre si.

A análise microscópica dos materiais conduzida por Fidanzio complementa esse quadro ao olhar para o suporte físico o couro de animal que serve de pergaminho e não apenas para a tinta. Dobras, costuras, padrões de desgaste: tudo isso conta uma história que o texto sozinho não pode contar.

Juntas, essas abordagens representam uma nova era na investigação dos manuscritos bíblicos. O resultado é um nível de detalhe sobre a produção, o uso e a transmissão das Escrituras que teria parecido impossível há poucas décadas.

Conclusão: um pergaminho que ainda tem muito a dizer

A revelação de que o Grande Rolo de Isaías foi montado a partir de dois segmentos independentes é muito mais do que uma nota de rodapé técnica na história da arqueologia bíblica. É uma janela aberta para o mundo interior dos escribas de Qumran homens que dedicaram suas vidas a preservar as Escrituras com um cuidado que o tempo, literalmente, não apagou.

Cada detalhe que a ciência moderna descobre nesse pergaminho uma costura reforçada aqui, uma dobra característica ali é o vestígio de uma decisão humana tomada dois mil anos atrás. Decisões de preservar, de completar, de cuidar. O Grande Rolo de Isaías não é apenas um texto: é a autobiografia física de uma comunidade que amava a Palavra de Deus o suficiente para garantir que ela chegasse ao futuro.

E chegou. Depois de dois milênios enterrado numa caverna do deserto, o rolo ainda fala. E ainda tem segredos a revelar.

Para continuar explorando os Manuscritos do Mar Morto e as grandes descobertas da arqueologia bíblica, acesse também:

Notas e Referências Acadêmicas

  1. Fidanzio, M.; Maoz, H. The Great Isaiah Scroll: A Biography. Università della Svizzera Italiana / Israel Museum. Pesquisa em andamento, resultados divulgados ao The Times of Israel, 2026.
  2. Dhali, M. A.; de Wit, C.; Schomaker, L.; Popović, M. "Writer identification in medieval manuscripts using AI." PLOS ONE, 2021. Disponível em: plosone.org.
  3. Popović, M. et al. "Radiocarbon dating and AI-based analysis of Dead Sea Scrolls." PLOS ONE, 2025.
  4. Tov, Emanuel. Crítica Textual da Bíblia Hebraica. São Paulo: BV Books, 2017.
  5. VanderKam, James C. The Dead Sea Scrolls Today. 2ª ed. Grand Rapids: Eerdmans, 2010.
  6. Museu de Israel. Digital Dead Sea Scrolls. Disponível em: dss.collections.imj.org.il.
  7. Trechos e citações de Fidanzio extraídos de: The Times of Israel e Aventuras na História, janeiro de 2026.

Perguntas Frequentes

João Andrade
João Andrade
Apaixonado pelas histórias bíblicas e um autodidata nos estudos das civilizações e cultura ocidental. Ele é formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e utiliza a tecnologia para o Reino de Deus.

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